Os cabelos oleados
A pele suja
As unhas compridas e mal tratadas
Os olhos baços
O sorriso triste
O pensamento decadente
A roupa escura e desajeitada
A vontade de nada e ninguém
O tempo perdido e as sombras
O corpo sem força
A alma desaparecida
Os restos de coisa alguma que um dia quis ser alguém
O nó na garganta
As palavras mal escritas
O tremelique furioso que percorre as mãos
O nó cego vindo não sei bem de onde.
Não me sinto bem.
Não me sinto.
Quero mudar, mas não consigo.
Só queria poder ser alguém. Alguém decente. Alguém em quem se possa confiar e com quem se possa contar. Mas essa não sou eu. Eu não sou assim. A vida passa-me ao lado, sem que eu a consiga apanhar. Pequenos momentos de felicidade afogados numa inimaginável tristeza.
Viver contigo. Era só isso que eu queria.
There's no hope left...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Obrigada
Sem quês nem porquês, agradeço-te a ti, que hoje me arrancaste um sorriso de entre as lágrimas. Que me deste força e me lembraste que contas comigo.
Obrigada por confiares em mim, mesmo tendo eu todos os meus defeitos e mesmo sendo um doce amargo.
Queria poder contar-te o que me perturba,o que me aflige e me aperta o coração. Mas já tens tu muito com que preocupar. Obrigada só pelo sorriso.
Só por isso.
E pela amizade. Que vale mais que muito para mim. =)
*****
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Não ao Novo Acordo Ortográfico
Obrigada por confiares em mim, mesmo tendo eu todos os meus defeitos e mesmo sendo um doce amargo.
Queria poder contar-te o que me perturba,o que me aflige e me aperta o coração. Mas já tens tu muito com que preocupar. Obrigada só pelo sorriso.
Só por isso.
E pela amizade. Que vale mais que muito para mim. =)
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Felicidade
Venho por este meio mostrar o meu enorme agrado pelo meu pouco ou mesmo nenhum esforço em manter a pessoa que muito amo e prezo na minha vida.
Mostrar toda a minha personalidade difícil e horrível de suportar e as minhas mimadas vontades de mostrar o que tenho para me sentir mais, maior e melhor.
Quero igualmente fazer-me de estúpida e ingénua e não partilhar a minha felicidade para com ninguém para que a única imagem que possa ser transmitida seja felicidade e fidelidade!
Só escrevi a ironia e a felicidade que neste momento cobre o sorriso pintado de doirado nos meus lábios. Cada um tem o que merece! Quem merece o sofrimento... Tem-o!
Quem merece que eu prescinda da minha felicidade a seu favor, merece-a porque a conquistou. E merece-a para sempre.
Quem merece a minha felicidade com a sua desgraça... Apenas fez por isso! E fez bem!
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Não ao Novo Acordo Ortográfico
Mostrar toda a minha personalidade difícil e horrível de suportar e as minhas mimadas vontades de mostrar o que tenho para me sentir mais, maior e melhor.
Quero igualmente fazer-me de estúpida e ingénua e não partilhar a minha felicidade para com ninguém para que a única imagem que possa ser transmitida seja felicidade e fidelidade!
Só escrevi a ironia e a felicidade que neste momento cobre o sorriso pintado de doirado nos meus lábios. Cada um tem o que merece! Quem merece o sofrimento... Tem-o!
Quem merece que eu prescinda da minha felicidade a seu favor, merece-a porque a conquistou. E merece-a para sempre.
Quem merece a minha felicidade com a sua desgraça... Apenas fez por isso! E fez bem!
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sábado, 24 de janeiro de 2009
Tu
Beijaste-me e o tempo parou.
Curaste parcialmente a minha dor, mas nem por isso a levaste embora. Ela desapareceu sozinha.
Mas beijaste-me. Deste o que de melhor há em ti. A expressão máxima da tua beleza interior.
A tua simplicidade e a tua perfeição numa mistura refinada de um sabor inexplicavelmente agradável. Ou não fosses tu. Não fosse o teu beijo.
Não fosse a minha vida confundida com a tua, misturadas até ao mais ínfimo milímetro. Não fosse então o meu plano fugir daqui para longe com uma roupa velha na bagagem e tu pela minha mão. E talvez uma caneta e uns papeis.
Encostar a minha cabeça no teu peito e ser feliz o resto da vida.
Sim!
É isso que eu quero para mim. Para nós!
Porque eu não sou eu sem ti!
Sou o que sou, e fazes-me melhor do que sou a cada segundo.
Amar-te é um vicio.
Ainda bem!
[Post Scriptum - Politicamente correcto. Tenho saudades do meu melhor amigo!]
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Não ao Novo Acordo Ortográfico
Curaste parcialmente a minha dor, mas nem por isso a levaste embora. Ela desapareceu sozinha.
Mas beijaste-me. Deste o que de melhor há em ti. A expressão máxima da tua beleza interior.
A tua simplicidade e a tua perfeição numa mistura refinada de um sabor inexplicavelmente agradável. Ou não fosses tu. Não fosse o teu beijo.
Não fosse a minha vida confundida com a tua, misturadas até ao mais ínfimo milímetro. Não fosse então o meu plano fugir daqui para longe com uma roupa velha na bagagem e tu pela minha mão. E talvez uma caneta e uns papeis.
Encostar a minha cabeça no teu peito e ser feliz o resto da vida.
Sim!
É isso que eu quero para mim. Para nós!
Porque eu não sou eu sem ti!
Sou o que sou, e fazes-me melhor do que sou a cada segundo.
Amar-te é um vicio.
Ainda bem!
[Post Scriptum - Politicamente correcto. Tenho saudades do meu melhor amigo!]
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Não ao Novo Acordo Ortográfico
Bem vindos!
Inspirada na mudança da Cláudia, e na expectativa de fazer algum diferente, aprendi algumas coisas.
Só o aspecto muda. As palavras hão-de ser as mesmas até ao fim. Até sempre.
Se acharem que é difícil de ler, ou seja o que for, é com gosto que volto a repor o blog como era ou... sei lá! Escrevam, transmitam ideias!
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Não ao Novo Acordo Ortográfico
Só o aspecto muda. As palavras hão-de ser as mesmas até ao fim. Até sempre.
Se acharem que é difícil de ler, ou seja o que for, é com gosto que volto a repor o blog como era ou... sei lá! Escrevam, transmitam ideias!
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sábado, 17 de janeiro de 2009
Desabafo
Não faço.
Não falo.
Não penso.
Não escolho.
Não sinto.
Não posso.
Não quero.
Não consigo.
Não devo.
Desapareço.
Desvaneço.
Desintegro-me.
Desespero.
Desinteresso-me.
Mágoa.
Dor.
Lágrimas.
Tentar e não conseguir.
Tentar com força.
Medo.
Raiva.
Injustiça.
"Vou bater-te como nunca na tua vida sentiste dor. Hás-de chorar mais do que no dia em que nasceste. Gritar mais que no primeiro momento em que a luz bateu nos teus olhos indignos dela. Hás-de aprender a respeitar o tempo e o amor. Vou desfazer-te tal e qual como me deixaste sem sequer me tocares. Vou esfolar-te e esbofetear-te. Vou rasgar-te a triste roupa para que sintas a vergonha que eu sinto por te ter amado tanto. Vou odiar-te como se odeia a morte. Vou matar-te como me fizeste morrer. Vou tirar-te tudo. Porque tu não mereces nada que não isto que te vou fazer. És horrível. Feia. És cruel. Vou vomitar o meu nojo por ti, a tua indecência, a tua traição e meu sentimento por ti, em cima de ti mesma. Vou fazer com que nem o próprio diabo te queira no inferno. Nem a vida consegue suportar-te, nem a morte tem coragem de te levar. Hei-de gritar até que as minhas cordas vocais rebentem, e hás-de ouvir-me até que os teus ouvidos fiquem surdos de dor e sangrem de culpa. Há-de pesar-te a culpa tanto, como a mim me pesa a dor."
Vou continuar a ver de longe. Cada vez mais de longe.
Vou apenas conseguir esquecer-te.
É apenas um desabafo em tempo de desespero.
Mas eu continuo a acreditar que este tempo há-de trazer bons frutos.
À parte de tudo isto, parece-me que dei um nó... Cego! Vai demorar a desatar...
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Não falo.
Não penso.
Não escolho.
Não sinto.
Não posso.
Não quero.
Não consigo.
Não devo.
Desapareço.
Desvaneço.
Desintegro-me.
Desespero.
Desinteresso-me.
Mágoa.
Dor.
Lágrimas.
Tentar e não conseguir.
Tentar com força.
Medo.
Raiva.
Injustiça.
"Vou bater-te como nunca na tua vida sentiste dor. Hás-de chorar mais do que no dia em que nasceste. Gritar mais que no primeiro momento em que a luz bateu nos teus olhos indignos dela. Hás-de aprender a respeitar o tempo e o amor. Vou desfazer-te tal e qual como me deixaste sem sequer me tocares. Vou esfolar-te e esbofetear-te. Vou rasgar-te a triste roupa para que sintas a vergonha que eu sinto por te ter amado tanto. Vou odiar-te como se odeia a morte. Vou matar-te como me fizeste morrer. Vou tirar-te tudo. Porque tu não mereces nada que não isto que te vou fazer. És horrível. Feia. És cruel. Vou vomitar o meu nojo por ti, a tua indecência, a tua traição e meu sentimento por ti, em cima de ti mesma. Vou fazer com que nem o próprio diabo te queira no inferno. Nem a vida consegue suportar-te, nem a morte tem coragem de te levar. Hei-de gritar até que as minhas cordas vocais rebentem, e hás-de ouvir-me até que os teus ouvidos fiquem surdos de dor e sangrem de culpa. Há-de pesar-te a culpa tanto, como a mim me pesa a dor."
Vou continuar a ver de longe. Cada vez mais de longe.
Vou apenas conseguir esquecer-te.
É apenas um desabafo em tempo de desespero.
Mas eu continuo a acreditar que este tempo há-de trazer bons frutos.
À parte de tudo isto, parece-me que dei um nó... Cego! Vai demorar a desatar...
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