quinta-feira, 27 de maio de 2010

Areal

Caminhava lentamente pela areia.
Pelo areal me levava deixando os meus pés nus e descalços seguirem o caminho que bem entendessem. Sozinha. Despida de nada e vestida de tudo. Despida de ânimo e de alegria, despida de ti. Vestida de horrores e imunda de medo. Quase me passaste ao lado.
Quando olhei, senti um corte fino nos meus pés, e o sangue quente a pulsar-me nas veias.
Vi os meus pés transformarem-se num mar sereno de lágrimas, e as minhas lágrimas num pranto de sangue. As minhas mãos deram um nó cego, visível o suficiente para entender que nada podia fazer por mim.
Deixei que os meus pés se desunissem de mim, como se fosse o destino deles partilharem um caminho diferente que o meu. Mas eu sabia que não. Deitei o meu corpo impávido na areia, e gritei soluços com toda a força que tinha. Só queria que este pesadelo tivesse passado, que o tempo o tivesse afogado no sangue onde o gravou a ferros. Mas deixei que os meus pés fossem. Perdi-os agora!
O rasto de mar sereno apagou o pranto de sangue e eu deixei que tu partisses. Deixei que os levasses. Apaga-me o passado como me apagaste a dor. Apaga-me a dor como no passado me deste alegria. Não deixes de ser o meu caminho, mesmo que eu não tenha pés. Mas...

... Para que preciso de pés, de tenho asas para voar? (Frida Kahlo)

Que sensação de Dejá-vu estranha...

Este texto NÃO foi escrito segundo o Novo Acordo Ortográfico. Nenhum texto há de assim ser escrito. Porque caso fossem, seriam textos impossíveis de ler.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Primeira

Venho por este meio agradecer à primeira pessoa que me entregou a fita escrita.
Tenho a dizer que me marcou bastante, mas que me surpreendeu ainda mais.

Quero que saibas que também tens em mim uma amiga que podes sempre contar.
Txi adoro :)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Capitão Romance - Ornatos Violeta

Não vou procurar quem espero
Se o que eu quero é navegar
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar

Parto rumo à Primavera
Que em meu fundo se escondeu
Esqueço tudo do que eu sou capaz
Hoje o mar sou eu

Esperam-me ondas que persistem
Nunca param de bater
Esperam-me homens que resistem
Antes de morrer

Por querer mais do que a vida
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim não toquei nem nada
Do que em mim tocou

Eu vi,mas não agarrei
Eu vi,mas não agarrei

Parto rumo à maravilha
Rumo à dor que houver p'ra vir
Se eu encontrar uma ilha
Paro p'ra sentir

E dar sentido à viagem
A sentir que eu sou capaz
Se o meu peito diz "Coragem!"
Volto a partir em paz

Eu vi,mas não agarrei
Eu vi,mas não agarrei

Eu vi,mas não agarrei
Eu vi,mas não agarrei




Para quem me disse que nunca ouviu falar em "Ornatos Violeta"...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Desarrumar o armário

Acho que vou arrancar do armário aquela peça de roupa peculiar que eu, sinceramente não me lembro o nome ao certo, mas que já tem uns anos, e que agora está super actualizado!
A ver se o encontro lá para o meio da tralha...

Peço desculpa por me esconder, mas prefiro minimizar o risco de danos pessoais.

Obrigada a quem me emprestou o PC para eu poder escrever este desabafo! :)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Espero

Espero.
Espero como sempre fiz.
Espero por dias melhores, por respostas melhores, por algo maior.
Alimento-me da espera que me dá alento, e me põe um sorriso na cara quando é preciso.
Espero por aquilo que sei que não vou ter, mas espero. Porque a esperança é a última a morrer.
Mas até lá espero.

Não. Antes vou à luta e trago o que espero. Espero eu que o traga.

Que eu traga também pessoas verdadeiras. Genuínas.
Felizes os que acreditam sem ver. Eu acredito que hajam pessoas assim, mas antes tenho de as ver.


Ficam só as melhoras para todos os que não escaparam à gastroenterite (e ao arroz com água)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Cenas!

Há certas acções de certas pessoas que ainda me conseguem deixar estupefacta....
Depois admiram-se...


E admiro-me eu também, de ser tão amiga e me lembrar sempre.
Enfim, eu não aprendo...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pertenço-te

Apetece-me roubar-te um beijo. Gritar-te o meu amor. Abraçar-te!
Mas estás a dormir... Xiu! Faço silêncio para que a minha imaginação não te acorde, mas tendo ver o teu sorriso de menino. És-me toda a felicidade que o mundo pode dar. Fazes o meu sorriso ser perfeito todos os dias, mas matas-me melhor do que já alguém soube matar.
Deixas-me sofrer e morrer, até que o amor se me acabe, e que o último pedaço do meu corpo consiga gritar que te ama, mas mesmo assim, eu amo-te! Porque me fazes renascer nas cinzas, da lama, do fundo. E me trazes brilho e alegria. Paz. Trazes-me mais do que poderia pedir-te, e amas-me mais do que posso pedir a alguém. Amas-me e eu amo-te, e ninguém de nós pode tirar isso. E o teu sorriso. E o teu brilho nos olhos. E a tua pele de bebé.
Tu fazes os meus olhos ver todas as cores e sonhar todos os sentimentos. Ah! [sorriso]
És vida. És protecção. O teu sorriso de menino derrete o meu coração. Os teus braços fortes protegem-me como se fosse talvez eu, ainda menina. As tuas mãos apertam-me e seguram-me com força.
Quero tanto ver o mesmo que tu vez, hoje. Amanhã. Todos os dias da minha vida!
Quero-te na minha vida, por mais que isso possa custar-me e custar-te, e por mais felicidade ou tristeza que isso possa trazer. És tu. TU! É para ti que envio a primeira mensagem do dia, é para ti que vai o meu primeiro sorriso, o meu primeiro olhar, o meu primeiro pensamento. Porque tu me és tudo. E eu amo. A ti. Como não fiz, e não conseguiria jamais fazer com outro alguém. Porque parece que te pertenço. Parece que ligamos como duas peças que se encaixam neste puzzle que é a vida!
Que assim seja...

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Não podia deixar de dar a minha palavra de... Solidariedade? Não... Oferecer a minha mão de amiga, ou o meu simples ouvido de boa ouvinte, para quem acreditou em tudo o que eu acredito. Em toda a felicidade que me preenche.
Eu acredito que quando Deus nos fecha uma porta, nos abre uma janela.