Quero. E pronto.
Mas não sei se vai acontecer.
Porque não sei de ti.
Outra vez.
Continuo a não saber.
Porque ainda doí. Da ultima vez.
De todas as coisas que podiam acontecer, tu podias ser a única a não o ser.
A menos provável. A menos dolorosa. A que menos lembre o passado.
Mas o raio desta vida dá voltas e voltas e volta sempre ao sitio de onde começou a volta. Ou quase.
Quase ao lado. Mesmo ao lado.
Eu queria mas não sei.
De ti.
Da dor.
Só queria, mas não queria.
Queria que acontecesse. Mas não espero.
Queria que não doesse. Mas vai doer. E isso eu não quero.
Só queria um sim ou um não.
Porque há sinais que eu não consigo entender.
Há coisas que eu não consigo perceber.
Há sinais que eu não consigo ver.
E isto começa a ser demais. Isto de não saber.
E eu preciso, antes que comece a doer.
quinta-feira, 21 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Quero. Sinto. Ouço.
Não sou eu.
Muito menos tu.
Mas eu sei que eu não sei. Não sei o porquê.
Não entendo toda a ânsia. Todo o desejo.
Aqui só existem perguntas, perguntas sem resposta.
Respostas que eu não sei se quero saber. Disso eu sei. Disso tenho a certeza.
Só queria perceber. Perceber o que se passa. O que sentes. O que sinto.
A verdade é que até a mim própria minto, ao dizer que tenho uma certeza quando não tenho.
Mas eu não sei. Não sei se quero. Não sei se aguento.
A tristeza. A dor.
Não sei se me permito.
Mas gostava. Gostavas?!
E só por isso eu arriscava. Por nada, eu arriscava.
Arriscava-me a perder tudo.
A perder a vida, a perder o amor. A perder a segurança.
Mas arriscava.
Só que nunca vou saber, o que tenho a perder, se não percebo o que dizes.
Não entendo o que falas, não entendo o que mostras, não entendo o que dás.
Se ao menos eu tivesse a certeza!
A certeza do que dizes, do que falas, do que dás. A certeza de que isso é o que eu sinto, o que eu mostro, o que eu dou.
Mas no fim não quero. Não sei se quero. Não sei se ouço. Se te ouço. Não sei se te sinto. Não te sinto, nada me dás.
Esta talvez seja eu...
Que não quero, que não sinto, que não dou, que não percebo, que não entendo, que não te ouço...
Muito menos tu.
Mas eu sei que eu não sei. Não sei o porquê.
Não entendo toda a ânsia. Todo o desejo.
Aqui só existem perguntas, perguntas sem resposta.
Respostas que eu não sei se quero saber. Disso eu sei. Disso tenho a certeza.
Só queria perceber. Perceber o que se passa. O que sentes. O que sinto.
A verdade é que até a mim própria minto, ao dizer que tenho uma certeza quando não tenho.
Mas eu não sei. Não sei se quero. Não sei se aguento.
A tristeza. A dor.
Não sei se me permito.
Mas gostava. Gostavas?!
E só por isso eu arriscava. Por nada, eu arriscava.
Arriscava-me a perder tudo.
A perder a vida, a perder o amor. A perder a segurança.
Mas arriscava.
Só que nunca vou saber, o que tenho a perder, se não percebo o que dizes.
Não entendo o que falas, não entendo o que mostras, não entendo o que dás.
Se ao menos eu tivesse a certeza!
A certeza do que dizes, do que falas, do que dás. A certeza de que isso é o que eu sinto, o que eu mostro, o que eu dou.
Mas no fim não quero. Não sei se quero. Não sei se ouço. Se te ouço. Não sei se te sinto. Não te sinto, nada me dás.
Esta talvez seja eu...
Que não quero, que não sinto, que não dou, que não percebo, que não entendo, que não te ouço...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Dúvidas
Não sei que se passa. Não sei sequer se este é o momento. Mas tenho dúvidas. Dúvidas do mundo e das coisas. Dúvidas do que se passa, do que se vai passar. Dúvidas simples e claras de coisas complexas. Bem mais complexas do que se pode entender.
Vivo na dúvida de algo que nunca vai acontecer. Que não se vai passar. Que não se pode passar! Mas grito por dentro. Contenho-me mas grito. De dúvida e de ciúme. Do que poderá acontecer, mas que não acontecerá. Grito das coisas que não correm ao meu jeito. Grito de vergonha e escondo-me. Grito e vejo que nada muda, que nada está certo. Estará tudo mais certo do que eu errada? Mais certo que as minhas dúvidas? Que os meus sonhos? Que os meus desejos? Mais certo que a certeza de não vir a acontecer? Mais certo que uma ilusão momentânea? Certo como tudo foi até agora. E calmo. Sem medos. Sem obstáculos. Sem incertezas. Sem fraquejar. Sem errar. É disso que faz a dúvida. Que a consome. Que a perturba e guia.
Não sei se é isto que quero para mim. Não sei.
Partir para coisas novas, descobrir coisas novas. Sentimentos novos. Novas emoções.
Será mesmo este o caminho?
Há dias assim De dúvida. De incerteza. De perguntas que consomem a alma e apertam a garganta. Que consomem o coração. Mas que nos libertam da rotina. Que libertam do comum.
Mas hoje não será o dia. Nem a hora. Vou deixar a incerteza para amanhã. A angustia para amanhã. O medo para amanhã. Pois amanhã é um novo dia para ser vivido intensamente. Tão intensamente como se do último se tratasse. Talvez seja esta a resposta. Talvez seja esta a solução.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
A História de um morto
Não que o trabalho nos deixe extasiados, mas naquela sexta, estava quente e confortável, na companhia dos amigos. Passou-se que o deslumbramento pelo trabalho falou mais alto que a vontade de voltar e voltamos apenas quando o trabalho não podia mais fazer-se acompanhado. Deixa-mo-lo descansar, como nós. Aproveitar o fim de semana!
Recolhemos os nossos pertences e fomos alegremente caminhando para o metro, cheio de gente com pressa e pessoas na correria do fim do dia, do fim da semana. Vazio de calma, de paz, vazio de silêncio. Lá fomos nós. Esperar pelo que nos leva a casa. Conversamos e passeamos, no meio de concertos e tempo apertado, apanhamos o comboio esperado, pontual. Entramos, quase no fim, naquele mar de gente sentada, mas especialmente de pé. Típica sexta feira. Malas e pastas e sacos. E pressa! Vontade de chegar ao lar, de ver a família e os amigos. Vontade de chegar.
Enquanto no entretimento da conversa sobre a vida e sobre as casas e os preços, sobre - sente-se algo por baixo de comboio. Grande, sólido. Havíamos sentido o passar por cima, de algo - as viagens longas e cheias de paciência, dos destinos, apenas no pouco tempo da longa viagem que se iniciava. Mas, e não posso precisar o espaço de tempo, que outrora se veio a confirmar longo, de imediato o comboio abranda e se instala o silêncio para logo começar o burburinho.
Alguém se matou!
Caiem por terra todas as esperanças de chegar a horas a casa, e o sentimento de lembrança começa a vir cada vez mais à memória. Aquela sensação estranha, que parecia um solavanco. Aquilo que ainda hoje não consigo descrever. Foi passar por cima de uma pessoa. Foi matar sonhos, matar esperanças. Matar não! Não se mata algo que já está morto, caso contrário não tomaria aquela atitude. Mas matar outros. Matar uma família, estilhaçar amigos, despedaçar possíveis filhos e desolar possíveis pais. Não foi só passar por cima de uma pessoa e mata-la. Foi devastar tudo o que a rodeava. Foi o culminar de uma decisão.
A medo, espreito para a rua, depois de umas quantas cabecinhas espreitarem, mas nada! Saímos e passamos pela frente do comboio e nada! Nada. Ninguém. Não percebemos de onde, já que estava escuro e a última estação por onde havíamos passado ainda ficava longe. Fez-se ouvir um longo apito da buzina do comboio, que apenas os atentos ouviram. Havia-se feito soar o aviso. Não sabemos como, mas aconteceu.
Ninguém falou de nada. Não sabemos quem era a pessoa, quem deixou. Vimos os policias com as pequenas lanternas, de expressões fechadas, calados. Mais uma noite de trabalho longo! Antes trabalhassem por outras razões...
Este foi o dia em que matei alguém. Mas nada pude fazer. Foi o dia que eu esperava nunca acontecer. Foi o dia. Um dia triste. Foi o dia que me fez pensar que a vida é demasiado nossa e preciosa, para deixar-mos que passem por cima de nós, que nos matem os sonhos e as esperanças. Foi o dia em que nunca mais deixei que me matassem com enganos!
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Mentiras
Se tanta gente contasse tanta verdade como tantas as vezes que mente, seriamos todos muito mais e melhores uns para com os outros.
Se somente pudesse haver um bocadinho de esperança em cada mentira, toda a mentira se tornaria um pouco verdade. E todo o pouco de verdade seria uma grande mentira.
Nota mental: Não confiar nos que as pessoas dizem. Não confiar no que as pessoas dizem.
Se somente pudesse haver um bocadinho de esperança em cada mentira, toda a mentira se tornaria um pouco verdade. E todo o pouco de verdade seria uma grande mentira.
Nota mental: Não confiar nos que as pessoas dizem. Não confiar no que as pessoas dizem.
domingo, 9 de setembro de 2012
A sorte
Às vezes pergunto-me se valerá mesmo apena.
Se valerão apena os momentos que vivemos sozinhos. Aqueles em que estamos sozinhos. Aqueles em que o coração aperta e dói mais que as lágrimas.
Pergunto-me se valerá realmente apena lutar pela verdade, quando todos acreditam na mentira. Se vale apena lutar por alguém que tem mais esqueletos no armário que eu. Mais fantasmas na cabeça que eu.
Mas alguém violou a minha privacidade... Leu o que queria, o que não queria, o que devia, mas acima de tudo o que não devia! Coisas que era muito pessoais, e que não se contam a todos os amigos.
Mas ninguém acredita na minha palavra. E se agora valerá apena conhecer a verdade, porque valerá se todos preferem acreditar na mentira? Se todos se escondem na mentira, perdidos nos esqueletos e fantasmas. Se todos confiam na mentira?! Por mais provas e por mais válidas que sejam, de que vale o serem, se a minha verdade vai ter sempre menos peso que a actual mentira?
De que vale, se é assim que se desmascaram vidas, se encontram mentirosos. Se percebe quem afinal os manipula e os engana. A eles, que um pouco de sorte encontraram em todos os armários sujos e cheios de pó. Encontraram a nossa sorte e levaram-na, para dela fazerem o que quiserem. Para nos vencerem com as suas mentiras. Para mascararem a mentira, enquanto nós lutamos com a nossa verdade.
Mas o dia da verdade há de chegar. O dia em que todos vão saber quem são eles. O dia em que todos vão saber quem eles são, os que são enganados e os mentirosos. Mas principalmente, o dia em que os enganados vão enfrentar os mentirosos e saber a verdade. O dia em que os enganados não podem passar para o lado da verdade. O dia em que os mentirosos vão para de rir e ter sorte.
O dia em que a sorte vão chegar a quem realmente tem muito lutado por ela.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
As Marionetas
No inicio éramos um. Éramos bons, fantásticos, maravilhosos, perfeitos.
Éramos coisa nunca feita, nunca antes experimentada.
Coisa rara, única. Milagre da sabedoria!
Éramos aplaudidos e elogiados. Ofuscados belo brilho do sucesso.
Mas, com o passar do tempo, deixou de ser assim.
A verdade passou a ser meias mentiras.
As coisas passaram a ser tudo por metade.
Metade do brilho, metade do sucesso.
Parecíamos marionetas com pó, esquecidas da multidão, mas lembradas por quem as fazia mexer, sempre mais e mais.
Levantamos o nossos braços de marionetas e sorrimos enquanto as nossas mãos trabalhavam alegremente.
Alegremente pensando num futuro risonho.
Mas aí, tudo começou a ser por um terço.
Um terço da raridade, um terço da experiência, um terço da permanência.
Agora, que somos três em vez de um, somos o Bom, o Mau e o Vilão.
E agora que só há hipótese para Bons e Maus, os Vilões aguardam ser arrumados para entrar em novas peças. Em novas cenas.
Serem manipulados por nova gente, em coisas novas, coisas diferentes.
E esquecer o passado, de marionetas, e passar a actuarem como gente como deve de ser.
Éramos coisa nunca feita, nunca antes experimentada.
Coisa rara, única. Milagre da sabedoria!
Éramos aplaudidos e elogiados. Ofuscados belo brilho do sucesso.
Mas, com o passar do tempo, deixou de ser assim.
A verdade passou a ser meias mentiras.
As coisas passaram a ser tudo por metade.
Metade do brilho, metade do sucesso.
Parecíamos marionetas com pó, esquecidas da multidão, mas lembradas por quem as fazia mexer, sempre mais e mais.
Levantamos o nossos braços de marionetas e sorrimos enquanto as nossas mãos trabalhavam alegremente.
Alegremente pensando num futuro risonho.
Mas aí, tudo começou a ser por um terço.
Um terço da raridade, um terço da experiência, um terço da permanência.
Agora, que somos três em vez de um, somos o Bom, o Mau e o Vilão.
E agora que só há hipótese para Bons e Maus, os Vilões aguardam ser arrumados para entrar em novas peças. Em novas cenas.
Serem manipulados por nova gente, em coisas novas, coisas diferentes.
E esquecer o passado, de marionetas, e passar a actuarem como gente como deve de ser.
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